Lula não suporta honestidade, nem mesmo o mais esparso traço dela, como nas crises de consciência, mesmo que vinda de irmãos de luta de toda uma vida – veja-se o que aconteceu com os prefeitos Celso Daniel e Toninho do PT, mortos certamente por seu mando.

Mas mesmo inimigos políticos, quando bandidos, merecem logo sua inestimável proteção. Daqui a pouco ainda o veremos dizer, sobre o governador Arruda, do Distrito Federal: “– DÊXA U ÔMI TRABAIÁ!!!”!!!

Brasília, Pobre Brasília: Fede, Detrito Federal, Fede…

O governador chefia uma quadrilha e comanda o mensalão candango; o segundo na linha sucessória é corrupto beneficiário do esquema; o terceiro é ativo operador e captador de recursos para a bandidagem legislativa; e o quarto é petista! Só resta irmos para os quintos…!!!

Mas teve uma coisa boa, um verdadeiro momento Pollyanna, nessa ladroagem toda: descobri por que a principal campanha publicitária do GDF chama-se “Nota Legal”!!!

Brasília, Pobre Brasília: Fede, Detrito Federal, Fede…

A política brasileira nunca foi um santuário, porém, no governo Lula, virou verdadeiro território teratológico, habitado por vorazes monstros – os quais se deliciam não com sangue humano, mas com aPTitosas verbas públicas.

Para coroar essa conquista, nada mais simbólico que ungir a própria Noiva do Chucky como candidata-laranja ao continuísmo da monstrocracia lulo-petista:

Dra. Dilma   a Noiva de Chucky 1 - Dra. Dilma   a Noiva de Chucky 1

Vocês sabem qual a única frustração de Lula, o que tem lhe deixado realmente triste, irado e furioso nos últimos dias?

– Barack Obama ter ganho um Prêmio Nobel antes dele!!!

– Lula, você está feliz?

– Calheirosei a boca da oposição: Toffoliz Dilmais! Múcio mesmu!

– Feliz quanto, presidente?

– Quantu vão gastá nas obra?

– 30 bilhões de reais, por baixo.

– Intão tô feliz pelu menus 6 bilhão de real!

– Por quê?

– Vinti pur centu, pur baxo!

É pelas pequenas coisas que se descobre o verdadeiro caráter de um homem. Viram o Lula, ao defender a candidatura do Rio de Janeiro para sede dos Jogos Olímpicos de 2016, dizer ao mundo todo “– Sim, nós podemos!”? Sem citar a fonte ou fazer qualquer referência a Obama. Ou seja, como com todas as coisas copiadas ou continuadas do governo FHC, Lula vai acabar dizendo, ou dando a entender em sua ambigüidade magistral, que a frase é dele!

Na prática, Zelaya é embaixador do Hugo Chávez e comandante, de dentro de um pedacinho do Brasil diplomático, de um exército mercenário pago com petrodólares venezuelanos. Lula entrou com o “aparelho” (no caso, a própria embaixada brasileira) e com a credibilidade internacional para pressionar pela volta do títere chavista ao poder. De fato, falando cruamente, sem essa tolice de defesa ou ataque à democracia (pois o que os principais envolvidos nessa farsa, estes venéreos senhores Chávez, Zelaya e Lula, teriam a nos ensinar sobre Estado Democrático de Direito?), trata-se do retorno de Chávez à presidência de fato de Honduras.

Lula e Chávez acharam que fosse fácil, que o atual governo de fato entregaria os pontos poucas horas depois que o canastrão dominasse a embaixada da vergonha e apresentasse ao mundo seu padrinho postiço de prestígio. Não previram que Honduras não se chama Honmoles à toa, dando um banho de persistência e dignidade no, por exemplo, Congresso Nacional brasileiro, com seu servilismo governista vagabundo.

Por que Lula, o Cara!, entrou nessa história de folhetim mal-escrito, de surrealismo fantástico centro-americano, ambientado em literal republiqueta de banana, onde até um golpe de Estado consegue ser mais democrático que eleições e plebiscitos viciados?

A resposta parece ser extremamente complexa, envolvendo desde a vocação microlomaníaca da atual ideologia dos capitães da diplomacia brasileira até a geopolítica da OEA e da ONU e a estratégia da nova ordem mundial com Obama, mas desconfio de que seja a mais simples possível: dinheiro.

Lembram-se da música “Dinheiro na mão é vendaval…”? A mais remota insinuação de ameaça de possível revelação pública, por Chávez, da irrigação de campanhas políticas de Lula e dos lulo-petistas mais graúdos com os voadores dólares cubanos, narcodólares das Farc e petrodólares venezuelanos, deve bastar para que o governo Lula faça tudo e qualquer coisa que o bufão bolivariano – esse sim, megalomaníaco de verdade – mandar. (Não precisa nem ameaçar o corte dessas fontes preciosas para a campanha da Doutora Dilma, por exemplo.) Desde entregar, de mão beijada, refinarias à Bolívia, até ceder o Palácio do Planalto a hordas sanguinárias, se assim for exigido.

Assim, embaixadinha no fim do mundo? Podem invadir, depredar, sacanear, usar e abusar a bel prazer, sem problema algum. Pelo tempo que quiserem. Podem até preparar uma guerrilha ali dentro. Ou um churrasco; ou uma pelada de futebol; ou uma orgia com as meninas da mansão onde um caseiro teve o sigilo bancário impunemente quebrado. Ou até mesmo um Mensalão para amaciar as consciências democráticas de políticos hondurenhos. No final da festa, podem mandar a conta do prejuízo que o Tesouro brasileiro paga sem pestanejar, sob aval do maior líder da humanidade (que parece um sapo barbudo, mas é só disfarce).

Lula, como sempre, faz o papel avesso à coerência do estadista: é o leão que mia para os ratos: “– Viva la democracia!” (A da Venezuela, a de Cuba, a do Irã, a do Sudão, a da Líbia, a das Farc, a do MST, a da CUT, a do PCC, a do PT, etc., etc., etc. …)

Doutora Dilma diz que se encontra curada (do câncer oposicionista) e que está bem para o que der e vier. Quanta coragem! Ela está acostumada a humilhar até Ministros de Estado e Senadores da República. Que coragem! Está careca de tanto fazer seus interlocutores, mesmo altíssimas autoridades do Governo Lula, a praticamente chorarem debaixo de sua dureza de ação e de expressão. Que mulher!

Pois bem: se ela é realmente corajosa e a mulher duríssima que apregoam, por que não aceita a acareação com Lina Vieira, ex-Secretária da Receita Federal, que a acusa de pedir “agilização” na fiscalização de empresas da família do senador José Sarney? Pois pessoas corajosas deixariam que alguém saísse acusando-as publicamente de um crime, sem desafiá-lo a provar, cara a cara, o que, leviana e mentirosamente, vem, aos quatro cantos, afirmando?

Lula está cometendo um ato extremamente perigoso ao levar o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, para dentro da embaixada brasileira naquele país, para que dali ele convoque “o povo” para preparar outro golpe de Estado contra o golpe militar que sofreu, franqueando-lhe, inclusive, seu canal de televisão particular, a TV-Lula (TV Brasil). Um golpe não justifica outro, como se aprendeu a duras penas na Venezuela de Chávez.

Talvez a diplomacia lulo-petista não saiba, mas embaixadas são pedacinhos de um país incrustados dentro de outro: ao abrigar Zelaya em sua embaixada, o Brasil passa a manter em seu território uma base hostil ao governo de fato instalado em Tegucigalpa, metendo a mão em uma cumbuca que não lhe diz respeito e de onde não tem nada a ganhar, só a perder, pois passa a utilizar seu território e seu pessoal diplomático para ingerir diretamente na política interna de outro país. Atropelando instâncias normais do direito internacional, como a OEA e a ONU, e chamando a si responsabilidade sobre possível derramamento de sangue que venha a ocorrer, dadas as fragilidades de controle das facções políticas hondurenhas em luta e considerando-se o primeiro chamamento que o deposto fez ao entrar na embaixada, acentuando que ou volta ao poder ou haverá morte!

E se Zelaya voltar ao poder pacificamente, não será uma grande vitória de Lula, assim como acabou acontecendo com a história de dizer que a crise financeira mundial não passaria de “marolinha” no Brasil? Infelizmente, parece que não: a gordura fiscal e monetária que podia ser cortada na economia interna, com medidas anticíclicas, não existe na política externa. Na economia, a conta pode ficar para o próximo ano, ou a débito do próximo governo, mas na política externa a conta pode vir até mesmo antes de o estrago ser feito. Basta um passo em falso. Na crise, basta o controle de (ou sorte em) uma única variável: crescimento do PIB.

Em conflitos em outras nações, todavia, são inúmeras as variáveis e muitos os atores e interesses envolvidos: o que Chávez e Obama acharão do protagonismo de Lula a retirar-lhes os holofotes e papéis principais nesse embate americano de vaidades, principalmente se ficar caracterizado que Lula tentou passar-lhes uma rasteira midiática? E se Zelaya voltar ao poder e massacrar os opositores, criando, de fato, uma ditadura, como ficará Lula na foto junto com um monte de cadáveres? E se houver uma guerra civil? E se Zelaya for preso? E se a embaixada brasileira for invadida? O Brasil declararia guerra contra Honduras?

Bêbado de popularidade, Lula pode não saber (ou não se importar), mas o mundo é um lugar complicado e o caos aleatório pode vir a imperar quando menos se espera: não podemos saber ao certo que pesadelos teremos antes de dormir (principalmente se for no berço esplêndido de Lula, cantado pela Vanusa).

A chuva ameaça na janela, impaciente. Os ventos zunem, sôfregos. As nuvens admoestam-nos com vozes roucas e potentes. Os céus estão zangados lá fora: o Amor, fruto das forças da natureza, não pode morrer!

Não foi fácil trazê-los até aqui, bradam todas as coisas em volta, ecoa a mensagem em cada molécula que faz a vida. Vocês não têm o direito de ser infelizes depois de tantos raios do sol improvável e inúmeras intervenções das conspirações dos espíritos ateus. Deus não existe e a malignidade impera, mas, nos redemoinhos das incertezas, estamos juntos, e não há outro destino possível, ainda que existissem cem bilhões elevado a cem bilhões de universos.

As palavras passam, viramos pó do mofo dos móveis velhos que restarão a nós cinqüenta anos após nossa ida, e tudo terá sido em vão no engano das armadilhas das frases ouvidas, mas não ditas; da maldade sentida, mas não engendrada; da humilhação impingida, mas não desejada.

Quem terá tido razão? Quem terá dito errado? Quem terá chorado e não compreendido? Perguntas atrozes e superficiais, respostas apoteóticas e insignificantes, olhares perdidos e concentrados… É a vida, minha Princesa, nossa difícil e bela vida de todo dia… tão besta, mas tão maravilhosa… tão paradoxal, mas tão explicável… tão sofrida, mas tão prazerosa… tão supérflua, mas tão imprescindível…

(No Brasil de Lula, a Poesia é a única forma de provar-me a mim mesmo que ainda sou humano – e capaz de sentimentos um pouco mais elevados que o desprezo que sinto pela degenerescência selvagem do lulo-petismo mais nauseabundo, que vai imperando em todos os cantos…)

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