Dom 15 Fev 2009
Quando você entra na sala de aula
Com seu corpo inacessível e
Com seu rosto indecifrável
Um sentimento de desejo
Misturado a uma sensação de culpa
Seqüestra minha alma imprevisível
Que era serena
Mas agora está confusa
Quando você me olha
Sinto às vezes que não me vê
Outras vezes que me repreende em silêncio
Alguns olhares são frios
Tão frios como a noite mais fria
Guardando tristeza indefinida ou solidão imensurável
Outros olhares deixam escapar
Uma faísca de esperança
Que não sei se incendiará o mundo
Ou apenas o meu coração
Seus cabelos ao vento
Pertencem ao vento
Suas lágrimas ao luar
Pertencem ao luar
Poderiam o vento, o luar, e outras forças da natureza
Trazer-me alguém por quem estou simplesmente náufrago?
(Esse breve poema, que escrevi em 1993, mudou minha vida para sempre…)
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Uma resposta to “Náufrago”
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Julho 21st, 2010 at 01:20
Esse poema é mais uma vergonha pra história de um indivíduo que se fez de herói sendo apenas mais um.