Ter 2 Set 2008
Gilmar Mendes passou noite em claro trabalhando em habeas corpus para que Daniel Dantas não ficasse algumas horinhas a mais preso pela Polícia Federal, caso naturalmente dormisse e analisasse o pedido de soltura no horário comercial, em vez de na madrugada fria de Brasília (vai amar as liberdades individuais assim lá no meio do inferno!!!…). Ainda que houvesse apenas esse fato isolado a uni-los, seria possível, com tal, haver dúvida razoável de que Mendes, de fato, faria “bico” no STF, mas trabalharia de verdade para Dantas, amaciando-lhe o espinhoso caminho forense-policial?
Lula, por certo, já teria descoberto a relação promíscua e, obviamente, pretenderia colher com escutas clandestinas provas verbais do conluio para chantagear os parceiros improváveis, em benefício dos seus próprios interesses. Mendes procuraria, então, contra-atacar para defender-se.
Onde isso daria? A que ponto teríamos chegado? A democracia brasileira, por mais consolidada que fosse, resistiria a essa quebra inacreditável do Estado de Direito, onde quadrilhas rivais comandadas por chefes de Poderes da República digladiar-se-iam na mídia, no submundo do crime e nas ações sub-reptícias mais sórdidas que existem?
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