Outubro de 2006


“As refinarias, duas ou três que custam o que? 50 milhões de dólares, 100 milhões de dólares - isso não é nada para o Brasil”, afirmou Evo Morales, presidente da Bolívia, amigo de Lula e parceiro do Brasil, sugerindo que a Petrobras comece a doar-lhe patrimônio do povo brasileiro.

Ao agredir jornalistas na frente do Palácio da Alvorada, em Brasília, no final da manhã desta segunda-feira 30, alguns militantes lulo-petistas, em comemoração à sua “extraordinária” vitória reeleitoral, gritaram: “Eu prefiro a ditadura do que (sic) a imprensa” e “Se falar de dossiê, vai levar dossiê na cara”.

Ao preferir a ditadura à imprensa, eles deram a senha do que será o segundo mandato de Lula. A ironia da história é que não tivesse havido a redemocratização do País, após a ditadura que se seguiu ao golpe militar de 1964, não teria havido governo FHC, mas também não haveria governo Lula nem o próprio PT. Sem a existência da Imprensa Livre também não haveria o primeiro governo Lula nem o próprio PT.

Um dos mais graves problemas do lulo-petismo é esse: tudo no mundo tem que seguir estritamente os propósitos, desejos e desígnios do seu próprio umbigo. Ao investigar e denunciar corrupção nos governos anteriores ao de Lula, essa mesma imprensa agora agredida era simplesmente idolatrada por aqueles mesmos agressores! Quanta diferença!

Prepare-se, Imprensa Livre do País, dias de trevas virão. Pensam que podem prensar a imprensa. Podem?

Se Lula for reeleito no domingo 29, uma nova campanha tomará conta do País, a que pedirá a revogação de todos os instrumentos legais de punição aos chamados “Crimes de Colarinho Branco”, cujo mote será “Deixa o Homem Trabalhar!”.

Existe um princípio jurídico, respeitado em todos os países democráticos, segundo o qual ninguém pode ser obrigado a incriminar-se, que se encontra, inclusive, refletido na garantia prevista no artigo 5º, LXIII, da Constituição Federal (”LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado;“) (Destaquei)

Vai, por óbvio, uma distância imensa entre o direito de “permanecer calado”, e não se incriminar, e o “direito” de “falar mentiras”, com evidente finalidade de induzir em erro as instâncias investigativas e judiciais do País.

Jaques Wagner, a mais nova e fulgurante estrela peto-lulista, pois governador eleito pelo PT em primeiro turno na Bahia, fiel ao estilo lulo-petista de interpretar as leis segundo suas conveniências, por mais torpes que sejam, distorcendo o significado dos conceitos jurídicos confiantes na ignorância na matéria da maioria absoluta que o ouve, criou, com base no princípio jurídico acima, um direito novo para os réus, suspeitos ou acusados amigos: o “Direito de Mentir”.

Se segundo a nova aristocracia petista até réus “aloprados” têm direito de mentir deslavadamente, nos devidos processos legais, para a imprensa, nas instâncias partidárias, etc., que direitos imensos não estariam sendo reservados aos geniais e extraordinários petistas e aliados eleitos? E ao presidente da República? O direito de “fazer qualquer coisa”, desde que “para o bem do povo”?

Pelo andar das carruagens das pesquisas de intenção de voto no domingo 29, está chegando a hora não de “a oncinha beber água”, como gosta de dizer Lula, mas “de o porco barbudo beber pinga”, metáfora muito mais apropriada ao seu líquido preferido e ao personagem que encarna em muito lembrando A Revolução dos Bichos, de George Orwell.

Vê se pode!: Ontem, em Comício na Boca Maldita (tudo a ver!) de Curitiba, Lula Pediu Para Ser Tratado Com “Decência e Respeito”. (Obs.: é muita cara de pau!!!)

Dirceu diz que Lula está ameaçado e chama povo às ruas!

Segundo José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil e atual ministro da Casa Covil do governo Lula, setores do Judiciário, do TSE, do TCU e a imprensa estão conspirando para impedir a vitória de Lula.

Blog: – O que eles estão fazendo?

Dirceu (gritando, exaltado): – ELES ESTÃO TENTANDO DESCOBRIR A ORIGEM DO DINHEIRO!!!

” Aliados de Lula Mobilizam ‘Exército’ Pela ‘Legalidade’ “.

Na notícia acima, que começou a circular hoje, trata-se de qual “legalidade”? Para ficar em alguns pouquíssimos exemplos do riquíssimo repertório lulista, a “legalidade” referida seria a do Escândalo do Mensalão, a da Máfia dos Sanguessugas ou a do dinheirinho para compra do dossiê Vedoin?

Comandante-em-chefe de todas as estripulias do PT, do antigo caso Lubeca ao atual dossiê-escândalo Vedoin (dossiê não, salgadoê), Luiz Inácio, sorrateiramente escondido dentro de Lula, aumenta seu endividamento reeleitoral em ritmo alucinante neste final de campanha 2006, o que, até mais que a corrupção galopante que se prognostica inevitável, pode vir a arruinar seu segundo reinado.

Já dispendiosa em turno único, a ida ao segundo turno elevou em muito o custo reeleitoral, a ser cobrado preferencialmente dos súditos que pagam impostos diretos, cuja maioria por certo não votará no rei eleito.

Desde a supuração do escândalo do mensalão, não se passou uma semana sem que surgisse alguma alma penada a assombrar a instável estabilidade do governo: Marcos Valério, Duda Mendonça, Delúbio Soares, multiplicaram-se sem controle, até chegarmos, passando por Naji Nahas e profusão de nomes italianos, a Freud Godoy e seus criados, a dupla de nomes mais dissonantes e horrorosos da história político-máfio-policial brasileira, embora ganhando por pouco do duo Bargas X Barjas: Valdebran Padilha e Gedimar Passos (isso lá é nome de gente ou de lulo-petista?).

Pois bem, todo esse povo, que se contam, por baixo, às centenas, cobrarão do reeleito Luiz Inácio cada um sua fatura, de tamanho e liquidez conforme a pilosidade dos segredos guardados. Conseguirá o erário, ainda que fosse ervanário de um dono só, arcar com tantas e tão altas dívidas?

No entanto, por mais que amedrontem, essas são dívidas com pessoas físicas, mais “administráveis por meios heterodoxos”, digamos assim, mas e como ficarão as contendas com as pessoas jurídicas, os assim chamados movimentos político-sociais, como o MST e suas vertentes menos socialmente carinhosas, a CUT e seus vassalos mais ávidos por direito de ter direitos, os produtores-consumidores rurais e seus comensais maggis gulosos, a UNE e seus esporos menos pragmáticos, os Familiares-da-Bolsa e suas gerações cada dia mais famintos de bolsas-qualquer-coisa e menos de Educação, Trabalho, Cultura, Diversão e Arte?

É fácil fazer as dívidas mais altas do mundo se quem as faz acha que outros é quem a pagarão. Lula e Dr. Luiz Inácio assim pensam.

Luiz Inácio promete às altas-rodas o mesmo recurso orçamentário com que Lula seduz os excluídos, confiando em aumento da carga tributária que não tem como vingar, mesmo que por vingança, pois levaria o setor (ainda) produtivo à exaustão fisco-irresponsável.

Luiz Inácio surfa nas ondas causadas pelo vício popular em Lula, mas viciados, por definição, sempre querem mais, por mais que mais represente o fim dos tempos ou ocaso de uma época que parecia perfeita.

Não obstante, essa multidão de monstros devoradores de dinheiro “do Lula” não é tudo: o perigo também atende pelo nome de dívida adiada continental: Evo Morales não se esqueceu do seu gás, mais inflamável que vazamento de gás. O País todo sente cheiro de gás no ar, menos quem tem o fósforo na mão. Chávez também está esperando apenas passar as eleições no Brasil para cobrar-lhe alguma coisa relacionada a petro-política de (des)integração sul-americana, em chantagem de Estado que sempre foi e será sempre plenamente aceita, sabe-se lá por que razão.

Lula corre o risco de ganhar sua reeleição, mas, ao invés de comemorar, tornar-se incontinenti inadimplente, ir célere à falência, em desespero abarrotar o Aerolula de dólares e aterrissar em Caracas para curtir merecida e próspera aposentadoria na atual Pasárgada possível para bandidos decaídos.

A revista CartaCapital enxerga, em veículos da imprensa livre, junto a setores saudáveis da PF, MPF e Justiça, complô oculto na prisão de petistas e na divulgação de fotos da montanha de dinheiro relacionados com a montagem, compra e divulgação do malfadado dossiê contra José Serra.

Qual seria o motivo de, em abordagem diametralmente oposta, não ter publicado uma linha sequer denunciando o supercomplô, esse sim, verdadeiro, verdadeira conspiração, traduzido pela atuação organizada, clandestina e hipercapitalizada de inúmeras das figuras mais proeminentes da campanha de Lula à reeleição, num episódio que, se hoje é chamado “Operação Tabajara”, a cargo de “aloprados”, se desse certo teria passado à história como “uma jogada de mestre”?

Tratar-se-ia de motivação parecida com a que levou sua colega IstoÉ à publicação de denúncias dos Vedoin contra a gestão Serra do Ministério da Saúde no governo FHC?

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