Setembro de 2006


Lula não é um mito. É um MINTO!!!

Todo mundo acha que não, mas Lula foi, sim, ao debate de ontem promovido pela Rede Globo: é que Lula, em verdade, não passa de uma cadeira vazia!

Apenas por hipótese: – Tinha como Lula não saber da montagem/compra do dossiê contra José Serra com soma fabulosa de dinheiro em espécie, em reais e dólares?

Lula apresenta como defesa o único argumento possível: o crime não lhe interessaria, considerando que todas as pesquisas indicavam que ele ganharia em primeiro turno. Tal raciocínio é falaz e viciado pelo menos por dois motivos: 1. o dossiê visava a atingir José Serra e não Geraldo Alckmin; e 2. o dossiê pretendia atingir a eleição de 2010, não a de 2006.

Quando autorizou a arapuca contra Serra, Lula considerava já eleitos tanto ele quanto Serra. Já não mais se preocupava com 2006, mas com 2010. Lula não apenas ganhou a reeleição, mas também já começou a governar o segundo mandato, de véspera. Ao atingir Serra, Lula pensava que fosse começar a enfraquecê-lo para a próxima eleição presidencial, diminuindo o brilho de sua vitória estadual no mais importante colégio eleitoral do País, com muita sorte talvez até a empurrando para um glorioso segundo turno.

Com sua megalomania sócio-patológica, Lula apresenta distúrbios de comportamento não apenas de arrogância dos vencedores, mas também de desespero dos ganhadores em crise de auto-afirmação. Ele, no fundo, sabe que sua atual vitória, baseada nos piores vícios da política brasileira, não é legítima. Por isso antecipa, de forma doentia, a batalha eleitoral de 2010, na qual espera continuar concorrendo, custe o que custar, mesmo que tenha de subverter à força as atuais regras eleitorais, para aí vencer de forma convincente e avassaladora, demonstrando então a todos que agora o “humilham” que o Brasil e o mundo não podem continuar sem ele.

Ao julgar-se o gênio político que, por seus próprios méritos “extraordinários”, passou incólume por crises que derrubariam qualquer outro presidente no Brasil ou em qualquer outro país, Lula não podia imaginar que a simples armação de mais um dossiê fraudado, no País dos dossiês fajutos, pudesse produzir tamanha celeuma. Capaz até de subverter o resultado de eleições que, em seu primarismo estatístico e ignorante da Teoria dos Sistemas Dinâmicos e Caóticos, já estavam decididas. Se ele estudasse Teoria do Caos, um moderno campo de estudos de matemática e física, saberia que, sob determinadas condições, uma simples palavra pode mudar a história do mundo.

Analisemos, entretanto, os fatos: a única forma de pagamento aceita no submundo do crime é dinheiro vivo, sonante. Nesse caso, também vale a recíproca: altas somas de dinheiro vivo implicam negócios com o submundo do crime. É por demais óbvio. Então, como retirar, para financiamento de ação criminosa, mais de um milhão de reais de bancos e mais de duzentos mil dólares do caixa 2 internacional da campanha de Lula, sem conhecimento do chefe?

Quem tinha suficiente poder, além de Lula, para autorizar tais imensos desembolsos? Ninguém. Ulula o óbvio: é muito dinheiro, quem seria louco de dispor de tais recursos em espécie, com todos os riscos envolvidos, sem o conhecimento do mandachuva mor? Ademais, teve muita gente importante envolvida; quem poderia ativar tal aparato de quartel-general e colocar em movimento verdadeira operação de guerra, sem conhecimento do poderoso chefão? Ninguém, além de Lula. É óbvio demais. Outra conclusão beiraria à condescendência criminosa.

Não obstante todas as evidências, por ironia, o PT, o mais bem-sucedido Partido Triturador de reputações no Brasil, está conseguindo, com grande esforço e com ajuda de Lula, triturar-se a si próprio, em benefício do seu sócio-proprietário! Lula pensa somente em si mesmo e no seu umbigo, nada mais no mundo tem qualquer importância, mínima que seja. Que importa o PT, os companheiros da vida inteira, o Brasil ou o mundo? Tudo é passageiro, prescindível, irrelevante, quando o seu projeto de poder é que está em jogo.

Lula espera safar-se como das outras vezes, utilizando doses cavalares de mentiras temperadas com cinismo em grande quantidade, manejadas na ponta de afiada espada da chantagem contra setores vulneráveis da oposição, junto ao seu imenso poderio eleitoral e de manipulação de movimentos político-sociais que supostamente poderiam, a um comando seu, instalar o caos nas ruas e mandar o regime democrático pro beleléu.

Pois que importa a própria Democracia, se tudo é descartável e apenas Lula é permanente?

No exato instante em que Lula festejava seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto, Jefferson Péres anunciava sua despedida da Política com “P” maiúsculo, em tom de ilusões perdidas em um mundo decadente. Péres é quase um antípoda de Lula, mas preferiu imolar-se em espécie de suicídio, consumindo-se de tristeza ao constatar que o que buscou a vida inteira na política virou miragem de oásis num deserto perdido, cercado de degenerescência por todos os lados.

Lula escancarou esse deserto ético para todos verem, com a finalidade de afugentar do cenário político quem possa lhe incomodar, o que parece ter dado certo em relação ao íntegro senador.

Enquanto Péres dava um banho de ética ao corajosamente explicar com todas as palavras a origem do banditismo político (em última instância, os eleitores bandidos, interesseiros, ignorantes e/ou irresponsáveis, indiferentes e displicentes), Lula e sua quadrilha encantavam-se com prognóstico de vitória imerecida baseada em velhos vícios nacionais, como compra implícita de votos por assistencialismo descarado e uniões partidárias estapafúrdias, eleitoreiras e fisiológicas.

Dado o histórico de escândalos e ilegalidades em campanhas e no governo do candidato Lula, o slogan de sua atual campanha reeleitoral deveria ser “É Luladrão de Novo, Com a Força do Roubo”. Vejamos alguns exemplos que me vêm à lembrança, ao acaso:

1. Antigos Escândalos Não Resolvidos (Como os Relatados pelo Ex-petista Paulo de Tarso).

2. Assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT (Prefeitos Petistas que se Rebelaram)

3. Caixas 2 e 3 de Campanhas Petistas Operadas por Delúbio Soares.

4. Financiamento Eleitoral do PT pelas Farc.

5. Caso Waldomiro Diniz, Então Principal Colaborador de José Dirceu na Casa Civil.

6. Máfia dos Vampiros.

7. Escândalo do Mensalão e Valerioduto.

8. Mansão da República de Ribeirão Preto.

9. Dólares Vindos de Cuba Para Irrigar Campanha de Lula 2002.

10. Quebra Ilegal do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo Santos da Costa.

11. Invasão do Congresso Pelo MLST, Financiado e Protegido Pelo Governo.

12. Máfia das ou dos Sanguessugas.

13. Compra de Dossiê Contra Políticos da Oposição, Com Dinheiro Vivo de Origem Ilegal.

Com a sintonia ética com o governo Lula demonstrada na recente defesa apaixonada da união entre excrementos e política, Paulo Bad (com seus Cafundós da moral), Wagner Tísico (com seu Coração de Meliante) e Chico Bruaco (com seu malandro Carioca) tornaram-se os mais fortes candidatos a ministro da Cultura no provável segundo mandato de Lula.

Lulla seria parente de Collor? Está em sua biografia, no site da Presidência da República:

“… Lula, por sua vez, é o sétimo dos oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello. …”