Dom 2 Jul 2006
Durante os três anos e meio de seu governo, Lula lembrara-se dos servidores públicos federais apenas na reforma da previdência, ao culpá-los como únicos responsáveis pelo monstruoso déficit previdenciário brasileiro. Agora, a apenas três meses da eleição presidencial, por incrível coincidência, o candidatíssimo Lula descobriu num estalo que estes estavam com salários bastante defasados (considerando-se a “altíssima” média salarial do resto do País), promovendo, com verdadeiro “pacote de bondades”, reajustes salariais para a quase totalidade dos pobres servidores.
Por sorte de Lula, não fosse apenas imensa coincidência a justa medida ser feita somente às portas das urnas, essa desinteressada bondade seria crime eleitoral indefensável, com o poder de irremediavelmente impugnar sua candidatura e torná-lo inelegível por abuso de poder econômico e político.
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