Julho de 2006


A imprensa nacional toda noticiou que:

“Em comício realizado na noite da segunda-feira, depois da inauguração do comitê nacional de sua campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que seus adversários do PSDB e do PFL terão primeiro de “roer o osso” antes de voltar a governar o Brasil.”

Os jornalistas presentes, porém, não conseguiram ouvir nem gravar o final da frase completa dita por ele, a saber:

“– Meus adversários do PSDB e do PFL terão primeiro de roer o osso antes de voltar a governar o Brasil, pois NÓS JÁ CHUPAMOS O SANGUE!!!”

1. O PT são os irmãos Cravinhos de Lula.

2. Lula é a Suzane von Richthofen do PT.

3. O casal Richthofen, morto a pauladas, é o Brasil.

“…a campanha Lula irá acompanhar os sites, blogs e comunidades de relacionamento… Todas as informações veiculadas nestes espaços, cujos conteúdos sejam de ataques à candidatura Lula, devem ser imediatamente comunicadas à coordenação da campanha… para que seja possível um contra-ataque imediato e eficiente…” (Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT)

Depois de aparelhar e corromper quase integralmente o governo, as estatais, os poderes legislativo e judiciário e os movimentos político-sociais, o PT prepara ataque maciço contra uma das duas únicas instituições que ainda não conseguir dominar e subjugar por completo (a outra é a imprensa livre), com pretensão de invadir, instrumentalizar, adulterar e perverter a Internet, fazendo de cada militante petista com acesso à rede um soldado virtual na “guerra suja cibernética” a ser travada contra a oposição, com a nítida finalidade de tornar a própria Internet, o maior símbolo da liberdade humana, prisioneira do projeto lulista - trágico e triste - de poder sem limites.

Os 10 mandamentos do PT para Lula tentar reeleger-se no primeiro turno, acompanhados do significado de cada um, melhor explicitados:

1) Não expor o candidato a situações de risco.

Quer dizer: esconder Lula o máximo possível, não o expondo a nenhuma situação (para ele, todas as situações são de risco).

2) Evitar viagens para estados com divergências entre aliados.

Quer dizer: Lula não consegue conviver com divergências, nem entre aliados (característica clássica dos tiranos e ditadores).

3) Evitar entrevistas e coletivas.

Quer dizer: Lula não consegue responder a perguntas de jornalistas que não tenham sido combinadas de antemão (característica clássica dos tiranos e ditadores analfabetos).

4) Só falar com a imprensa quando tiver um tema específico e definido pela campanha.

Quer dizer: Lula não consegue falar com a imprensa sobre o que não tenha sido combinado de antemão (característica clássica dos tiranos e ditadores analfabetos e com pouco conhecimento do próprio governo).

5) Não comentar assunto negativo para o governo, deixando essa função, de preferência, para os ministros.

Quer dizer: Lula enrola-se todo quando não está fazendo auto-elogio explícito (característica clássica dos tiranos e ditadores analfabetos, com pouco conhecimento do próprio governo, que não sabem encarar temas difíceis e preferem delegá-los a outrem).

6) Falar sempre de temas positivos.

Quer dizer: Lula deve sempre ser oportunista (característica clássica dos tiranos e ditadores que são eleitos).

7) Não participar de debates.

Quer dizer: Lula não consegue conviver com o contraditório (característica clássica dos candidatos oportunistas que concorrem à reeleição nos próprios cargos executivos e quase sempre começam, óbvio, com larga vantagem em intenção de voto).

8) Explorar mais a postura de presidente do que de candidato.

Quer dizer: nada: Lula não sabe a diferença entre ser presidente e ser candidato (característica clássica dos tiranos e ditadores que são reeleitos).

9) Evitar a presença física no comitê de campanha.

Quer dizer: nada: Lula iria lá para quê? Receber em pessoa mala mensaleira? Estão ficando loucos?

10) Esfriar a campanha, participando de poucos atos públicos, pois uma disputa acirrada e dinâmica só interessa aos adversários.

Quer dizer: não sei ainda; esse último mandamento deixou-me intrigado. Por que a ausência de Lula em atos públicos “esfriaria” a campanha e diminuiria seu “acirramento” e sua “dinâmica”? Estariam pensando que Lula poderia falar tanta bobagem nos atos públicos que isso poderia “esquentar a campanha” e “acirrar” e “dinamizar” os adversários? Deve ser

A boa lição do PCC

Os métodos do PCC são terríveis e selvagens, mas há, em tudo isso, uma boa lição de civilidade: estamos vendo como a repressão é limitada para enfrentar a violência. Quanto mais se prende (e é isso o que a opinião pública quer), mais vulnerável fica a sociedade — isso porque o PCC se torna ainda mais forte.” (Gilberto Dimenstein, em artigo no site do jornal Folha de São Paulo)

Ao que parece, para Gilberto Dimenstein, PCC significaria Primeiro Comando da Civilidade. E olha que raciocínio genial: a solução seria, em verdade, o problema! Pela linha de pensamento apresentada, para que o PCC fosse extinto, bastaria fecharem-se todos os presídios e colocar todos os presidiários em liberdade!

Gilberto Dimenstein não sabe que, embora as ordens partam de dentro dos presídios, quem as executa são bandidos em liberdade, do lado de fora???

E não consegue perceber ainda que essas ordens apenas são possíveis porque, mesmo presos, os líderes continuam a governar seus enclaves criminosos justamente pela falta de repressão legal a suas atividades ilícitas dentro das prisões, como o uso de celulares e advogados/familiares-cúmplices como pombos-correio???

Gilberto Dimenstein acerta na mosca ao afirmar que:

“Quanto mais se pede tratamento desumano aos presos, num espírito de vingança, mais e mais somos, como estamos vendo, as vítimas, e não só eles, os delinqüentes.

Mais importante do que tudo, quando menos conseguimos oferecer mecanismos de inclusão, evitando a marginalidade infanto-juvenil, o que exige práticas muito melhores de políticas públicas, mais difícil será evitar que o PCC tenha adeptos, por uma simples questão da lei da oferta e da procura.

Quanto mais retardamos as reformas para que o país cresça, com menos peso do Estado e gastos públicos mais qualificados, mais inseguros ficaremos no futuro, por falta de empregos.”

Mas comete uma terrível insanidade sem tamanho ao concluir:

“Essas são as boas lições do PCC.”

As únicas lições do PCC, Dimenstein, são chantagens contra a sociedade utilizando violência sem limites. São “lições” muito más.

Trabalhar para que os presos não continuem suas atividades criminosas dentro dos presídios é o mínimo que se espera de um sistema de segurança pública. Quando a opinião pública cobra esse mínimo, não se trata nunca de pedir “tratamento desumano aos presos, num espírito de vingança”, como inexplicavelmente confunde o ilustre Sr. Dimenstein, mas simplesmente suplicar pelo cumprimento das leis, dentro e fora dos presídios.

Presidente imprevidente,
Governadores desgovernados,
Prefeitos imperfeitos,
Parlamentares para lamentares;

Congressistas carreiristas,
Senadores sem labores maus odores,
Deputados putos disputados,
Vereadores vendedores,
Eleitores não-leitores,
Políticos paralíticos, políticas sifilíticas;

Máfia com empáfia,
Corrupção com sofisticação,
Ladrão de alto padrão,
Aleivosia com filosofia,
Perfídia com alegria;

Política titica.

PT, quem te viu, quem te vê: o senador Sibá Machado (PT-AC), certamente falando em nome do Partido do Tirano (antigo Partido dos Trabalhadores), achou “natural” o início do loteamento para o PMDB de cargos em estatais e outros órgãos “estratégicos”, com o anúncio de várias nomeações para a Diretoria dos Correios feito ontem por Lula, começando a transferir “de porteira fechada” parte do governo federal para os pajés peemedebistas, conforme conchavado na barganha do apoio reeleitoral.

“Esses cargos não são contrapartida a nada. Eles representam a naturalidade da relação. O PMDB está juntinho do presidente Lula. Já estamos de abraços dados!”, declarou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), coroando com pérola de falácia a “naturalidade” com que o cinismo passou a fazer parte dos intercâmbios e troca-trocas reeleitoreiros em Brasília.

Sugiro aos candidatos de oposição a Lula na batalha eleitoral em curso pedir ao TSE que reforme decisão anterior, reconsidere a proibição e passe a permitir que Lula continue a distribuir o material de campanha com os dizeres acima.

“Seria tão mais fácil a gente governar se tivéssemos que cuidar só dos pobres. Os pobres não dão trabalho, por isso por muito tempo ficaram esquecidos… não têm dinheiro para ir protestar em Brasília, para fazer passeatas, por isso muitas vezes os governantes não olham para eles.”

(Lula, em discurso reeleitoral em Contagem-MG, falando para pobres e entusiasmado com o anúncio de que o programa assistencialista do governo federal Bolsa-Família atingira 11 milhões de famílias, completamente esquecido de que sua vida política começou e ganhou projeção nacional em greves, passeatas e protestos - muitos em Brasília)

Durante os três anos e meio de seu governo, Lula lembrara-se dos servidores públicos federais apenas na reforma da previdência, ao culpá-los como únicos responsáveis pelo monstruoso déficit previdenciário brasileiro. Agora, a apenas três meses da eleição presidencial, por incrível coincidência, o candidatíssimo Lula descobriu num estalo que estes estavam com salários bastante defasados (considerando-se a “altíssima” média salarial do resto do País), promovendo, com verdadeiro “pacote de bondades”, reajustes salariais para a quase totalidade dos pobres servidores.

Por sorte de Lula, não fosse apenas imensa coincidência a justa medida ser feita somente às portas das urnas, essa desinteressada bondade seria crime eleitoral indefensável, com o poder de irremediavelmente impugnar sua candidatura e torná-lo inelegível por abuso de poder econômico e político.